Oito encontros realizados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) que podem mudar a vida de centenas de pessoas
A Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Mauá está à frente do programa ‘Amor que Alimenta’, desenvolvido em oito Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), uma iniciativa intersecretarial que garante o acesso a direitos, dignidade e cidadania. Na manhã desta terça-feira (14/04), o evento foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Jardim Oratório, com a circulação de mais de 200 pessoas, várias delas em situação de vulnerabilidade social. “Aqui oferecemos op alimento em todos os sentidos, com informações que vão fortalecer as famílias e promover cidadania, respeito e autonomia”, explicou a secretária de Assistência Social, Fernanda Oliveira.
É que o programa leva uma série de tendas com serviços públicos como inscrição para o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA); Casa de Cursos; Meio Ambiente; Trabalho, Renda e Empreendedorismo, com cadastro de vagas de trabalho e cursos que preparam para o mercado de trabalho; Saúde, com vacina contra a gripe Influenza e um alerta para que os usuários da unidade de saúde fiquem atentos para as mensagens que avisam sobre a disponibilidade de guias para especialidades e compareçam para retirá-las; profissionais da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Mauá, com orientações sobre direitos; Políticas Públicas para Mulheres, orientando sobre as formas de violência, prevenção e encaminhamentos para mulheres e seus filhos; Assistência Social, com informações sobre CadÚnico, e programas de transferência de renda, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada.
O Varal Solidário foi montado na sala de Convivência, para que as pessoas pudessem escolher roupas e sapatos, além de ganhar uma peça de roupa nova, numa parceria com a Receita Federal, que fez o repasse de produtos apreendidos com o objetivo de contribuir com as ações da Prefeitura para atendimento de pessoas em vulnerabilidade.
O prefeito Marcelo Oliveira destacou quer “em breve, a cidade terá o cursinho preparatório para os estudantes que buscarem uma vaga no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, para quem vai fazer o Ensino Médio e quer aproveitar para garantir um curso profissionalizante nas áreas de mecânica e informática.” Oliveira também anunciou uma nova escola municipal assim como uma área de lazer no bairro. O Jardim Oratório concentra oito localidades, é uma das maiores comunidades do estado de São Paulo e reúne cerca de 3000 famílias.
Zefinha e Eleônia: do banco da escola para um novo RG
A carteira de identidade de Josefa Maria da Silva sempre teve a sua digital. Mas agora ela tem um novo documento, em que assinou o próprio nome. “Meus filhos choraram quando me viram aprendendo a escrever”, disse a dona de casa de 67 anos. Cuidando do neto Nicolas, de nove anos, Zefinha, como é conhecida, agora pode ajudá-lo em algumas lições. É que ela é aluna do programa Brasil Alfabetizado, do Governo do Brasil em convênio com a Prefeitura. “Agora eu sei ler também a linha do ônibus”, disse. O sonho dela era aprender a escrever o próprio nome. Sonho realizado.
A amiga dela é Eleônia Ribeiro Passos, que também agora assina o próprio nome. A professora das duas é a filha de Eleônia, a Carla Ribeiro, da Associação Amigos do Jardim Oratório. “Eu não queria ir pra escola, não”, afirmou a idosa. Mas ela foi convencida pela filha e pela coordenadora da EJA, da Secretaria de Educação, Lourdes Neta Pereira Borges. “Assinar o nome é uma garantia de direito, dignidade, autonomia e autoconhecimento. São duas horas e meia de aula, com direito a lanchinho e passagem”, explicou Lourdes.
Outra que voltou para os bancos da escola foi a Marli Aparecida Adão. Ela tinha parado para resolver problemas pessoais. Ao encontrar a professora, já refez a inscrição e está animada para voltar a estudar. “Eu não fico nervosa nem pra ler, nem pra escrever. E aqui no CRAS ainda faço meu artesanato”, comemorou.


