Com ingressos que chegam a R$ 800, mas com line rico de Djs internacionais, fãs da região explicam como o planejamento antecipado permite a imersão no maior festival underground do mundo
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Cobertura especial – Festivais São Paulo e ABC
No último fim de semana, a Neo Química Arena foi o destino de diversos moradores do Grande ABC, que se mobilizaram para os dois dias de imersão na cultura underground do Time Warp São Paulo. O festival, de renome mundial, é famoso por reunir mais de 20 mil pessoas e um line-up rico de DJs internacionais em palcos que mesclam estruturas lúdicas.
Para o casal Hadilson Badanai e Gabriel Freitas, de São Bernardo do Campo, a estreia no evento superou as expectativas e entregou na diversidade de pessoas. “A estrutura foi exatamente como pensávamos olhando os vídeos do ano anterior – fiquei surpreso como o ambiente abraça todas as classes, gêneros e sabe se comunicar de forma amigável desde a entrada até a saída. Achei ótimo”, pontua Gabriel.

Foto: arquivo pessoal Gabriel Freitas
O planejamento para o encontro começou meses antes, com a garantia de ingressos nos lotes iniciais para assegurar preços mais acessíveis, visto que, na data do evento, as entradas variavam entre R$ 410 (meia social) e mais de R$ 800 (inteira). Sobre o investimento, o bancário Hadilson Badanai destaca que as facilidades de pagamento compensam a experiência.
“Não acho que seja um festival barato, mas vale cada centavo investido. E ter essas alternativas de planejamento, comprando antecipadamente e outras formas que eles oferecem de meia entrada, parcelamento e, até mesmo, promoções – fica até mais acessível. Ano que vem, vamos novamente e queremos levar nossos amigos das cidades do ABC em peso em caravanas”, comenta Badanai, comemorando a experiência.

Foto: arquivo pessoal – Hadilson Badanai
Desafios e oportunidades
A mudança para a Zona Leste de São Paulo também foi um ponto de atenção para os frequentadores da região vizinha e, principalmente, do Grande ABC. Por exemplo, para advogada Danielli Campos, de 28 anos, moradora de Diadema, admitiu que sentiu receio sobre a nova localização em um ambiente diferente das edições passadas. No entanto, o desejo de prestigiar seu artista favorito falou mais alto.
“Participei para conseguir prestigiar meu DJ favorito, o Vintage Culture, e essa edição foi melhor do que eu pensava. O local entregou a mesma qualidade dos anos anteriores em outros lugares, que aconteceram mais no Centro de São Paulo. Meu sonho é que, um dia, aconteça algo aqui pelos municípios do ABC”, afirma a jovem, que frequenta o festival anualmente.
Foto: arquivo pessoal Danielli Campos
O festival e seu line
Desde sua fundação na Alemanha em 1994, o Time Warp consolidou-se como um dos festivais underground mais prestigiados do mundo, expandindo sua presença em São Paulo. Com um foco rigoroso em techno e house, o evento atrai multidões crescentes chegando a 30 mil pessoas.
O line-up do Time Warp São Paulo 2026 contou com uma seleção de peso dividida em dois dias, reunindo nomes como Charlotte de Witte, Richie Hawtin, Monolink, Enrico Sangiuliano, Axel Boman, Desiree, Zopelar, Idlibra, Marrøn, e os aguardados back-to-backs de Mochakk b2b DJ Gigola, DJ Minx b2b DJ Holographic e Syreeta b2b Omoloko na sexta-feira. Já no sábado, a programação foi encerrada por nomes como Sven Väth, Maceo Plex, Vintage Culture, 999999999, Alignment, Clara Cuvé, Dax J, Henrik Schwarz (Live), Cristobal Pesce, Interplanetary Criminal, Julya Karma, Alírio, Badsista, Clementaum e PR.A.DO.


