Texto: Priscila Fernandes
Durante visita a São Bernardo, ministra reforçou importância de políticas públicas, criticou retrocessos e participou do lançamento da cartilha “Papo de homem: Violência contra a mulher”
Na manhã desta quinta-feira (19), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou de evento organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo, para abordar a questão da violência contra a mulher, que tem registrado aumento nos últimos anos.
Em seu discurso, Márcia Lopes destacou a trajetória de líderes como o presidente Lula, ressaltando a importância da história construída no movimento metalúrgico. “Eu entendo por que o presidente Lula tem tanto orgulho deste lugar, de ter vivido aqui e se construído como metalúrgico e cidadão”, afirmou, agradecendo também à direção do sindicato e às organizadoras do evento.
A ministra relembrou a marginalização das mulheres em gestões passadas e criticou políticas que estimulavam a violência e a desigualdade de gênero. Segundo ela, a retomada das políticas públicas com o atual governo é fundamental para garantir direitos e proteção às mulheres.
O evento marcou o lançamento da cartilha produzida pelo sindicato, intitulada “Papo de homem: Violência contra a mulher – Temos que dar um fim!”. Márcia Lopes enalteceu a iniciativa, destacando a importância de envolver homens na discussão sobre o tema e de disseminar o conteúdo para além do país: “Vamos traduzir essa cartilha para inglês e espanhol, para espalhar pelo mundo”, afirmou.
A ministra reforçou que a violência não se limita a agressões físicas, mas também a comportamentos e atitudes que contribuem para um ambiente de desigualdade e opressão. “Não é só dar um tapa ou chegar ao feminicídio, mas atitudes, falas ou piadas que se acumulam e podem levar à violência extrema”, explicou.
Márcia Lopes ainda destacou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, coordenado pelos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. A iniciativa busca aprimorar a legislação, aumentar a atuação das delegacias especializadas, fortalecer unidades de saúde e oferecer suporte contínuo às mulheres.
Segundo a ministra, desde a retomada da pasta em maio de 2025, o ministério tem trabalhado para garantir políticas públicas eficazes e ações preventivas. Entre as medidas em andamento, citou operações que já resultaram na prisão de mais de cinco mil agressores, além da criação de comitês e planos de ação para todo o país.
Ao concluir, Márcia Lopes reforçou a importância da educação, da conscientização e da atuação conjunta entre governo, sociedade e sindicatos para reduzir a violência de gênero. “Temos soluções e respostas. Precisamos investir em medidas estruturantes e preventivas para que a violência contra a mulher seja eliminada”, finalizou.


