Texto: Matheus Godoy
O calendário de Saúde do Brasil é marcado por várias campanhas ao decorrer do ano e o mês de janeiro marca o combate à Hanseníase, uma doença cercada de muitas dúvidas e, infelizmente, de alguns preconceitos. No próximo dia 26 é o Dia Mundial Contra a Hanseníase, enfatizando a necessidade de disseminar informações corretas sobre a enfermidade.
A Hanseníase é contagiosa, mas existe controle e tratamento, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A contaminação ocorre pelo agente infeccioso Mycobacterium leprae e uma das primeiras sequelas é a perda de sensibilidade da pele. Também pode ocorrer o aparecimento de manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas), área com diminuição de pelos e suor, sensação de formigamento ou fisgadas, entre outros sinais.
Aqui na região do Grande ABC, o município de Diadema, por exemplo, intensificou os atendimentos durante janeiro nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). O objetivo da prefeitura é sensibilizar seus munícipes sobre o tema e promover o diagnóstico precoce da doença.
“É importante estar atento aos sintomas mais comuns da hanseníase que podem ser confundidos, no estágio inicial, com outras doenças dermatológicas. Ao apresentar alguns dos sintomas, a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação”, orienta Selina Guilhen Freitas dos Santos, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Diadema.
O município de Ribeirão Pires foi outro que divulgou uma campanha especial para o Janeiro Roxo, com buscas ativas que acontecem nas unidades de saúde e no Serviço de Atenção Especializada. O Poder Público ainda oferece palestras e rodas de conversas sobre tratamento da Hanseníase.
Foto: Dino Santos