A Câmara dos Deputados terá uma nova composição a partir de 1º de fevereiro de 2027, marcada por uma renovação significativa e pelo crescimento da bancada feminina. As eleições de 2026 elegeram 109 mulheres para a Casa, 19 a mais do que as 90 que integram atualmente a bancada feminina.
O aumento representa uma expansão de 21,1% na representação feminina em relação à atual legislatura. Das 109 deputadas eleitas, 59 conseguiram a reeleição, enquanto as demais conquistarão um mandato pela primeira vez. Portal da Câmara dos Deputados
Apesar do crescimento, as mulheres continuarão sendo minoria na Câmara. A nova bancada feminina corresponderá a aproximadamente 21% das 513 cadeiras. Os homens eleitos ocuparão 404 vagas, equivalentes a cerca de 79% da composição da Casa.
O resultado mostra, ao mesmo tempo, avanço na representação feminina e a permanência de uma desigualdade histórica na ocupação dos espaços de poder.
São Paulo lidera número de deputadas
O estado de São Paulo foi o que mais elegeu mulheres para a Câmara, com 16 deputadas. O número corresponde a 14,7% de todas as mulheres eleitas para a Casa.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com 11 deputadas, e Rio de Janeiro, com dez. Bahia, Pernambuco e Santa Catarina elegeram seis mulheres cada.
O cenário, entretanto, não foi uniforme em todo o país. Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram nenhuma mulher para a nova composição da Câmara. Portal da Câmara dos Deputados
Participação feminina cresce apesar de menos candidatas
Um dos aspectos que chamam atenção no resultado é que o aumento do número de mulheres eleitas ocorreu mesmo com uma redução na quantidade de candidaturas femininas.
Segundo levantamento da Agência Brasil, em 2022 foram registradas 3.317 candidaturas de mulheres ao cargo de deputada federal. Em 2026, foram 2.820, uma redução de aproximadamente 15%.
Mesmo com menos candidatas, o número de eleitas cresceu de 90 para 109.
O dado indica que o aumento da representação feminina não ocorreu simplesmente pela ampliação do número de candidaturas, mas também pela capacidade de algumas candidatas de conquistar maior votação e transformar seus votos em cadeiras.

Maior presença não significa consenso sobre pautas femininas
A maior quantidade de mulheres no Congresso também não significa necessariamente que todas defenderão as mesmas posições em relação aos direitos das mulheres.
Análise publicada pela Agência Brasil destaca que a bancada feminina é politicamente diversa e reúne parlamentares com diferentes visões ideológicas e prioridades. Por isso, o crescimento numérico não representa automaticamente um avanço uniforme de pautas consideradas feministas ou relacionadas à igualdade de gênero. Agência Brasil
Ainda assim, a presença de mais mulheres no Legislativo amplia a diversidade de experiências e perspectivas dentro da instituição.
As 109 deputadas eleitas tomarão posse em fevereiro de 2027 e exercerão mandato de quatro anos.
Fontes: Agência Câmara de Notícias e Agência Brasil.


