A investigação sobre o Banco Master ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras.
Entre os materiais analisados estão mensagens enviadas por Vorcaro a um contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, associado ao ministro do STF. O relatório também cita contratos entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com valores que chegaram a aproximadamente R$ 131 milhões. O escritório afirma que a contratação foi regular.
O ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo do relatório e defendeu que os novos elementos sejam analisados pelo plenário do STF. Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação relacionada às conversas entre Vorcaro e Moraes, questionando a forma como a apuração foi conduzida.
A repercussão chegou ao Senado. O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou, em 1º de setembro, um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, alegando possíveis crimes de responsabilidade.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não anunciou o andamento do pedido. Segundo ele, existem atualmente 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Nesta quarta-feira (2), o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a Corte adotará as medidas cabíveis após analisar os fatos.
Importante: o pedido de impeachment foi protocolado, mas não significa que o processo tenha sido aberto. As informações divulgadas pela PF ainda estão sob análise e não representam condenação ou comprovação definitiva de crime por parte de Moraes.
Fontes: Agência Senado | Agência Brasil | CNN Brasil | Folha de S.Paulo
Texto adaptado por Redação.


