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São Bernardo promove capacitação com profissionais da atenção básica sobre doença renal crônica

Objetivo da formação é incentivar o diagnóstico precoce e evitar a incidência de pacientes que necessitam de tratamento com hemodiálise; município está desenvolvendo protocolo clínico sobre a doença

A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúde, realizou nesta semana dois dias de capacitação com profissionais da atenção básica sobre doença renal crônica. A atividade faz parte de conjunto de ações de educação permanente que visam qualificar o atendimento prestado aos munícipes, promovendo atualizações constantes na rede municipal de saúde.

Realizada no auditório da Faculdade de Direito São Bernardo, a atividade foi conduzida pela equipe do Programa de Residência em Medicina da Família e Comunidade e reuniu cerca de 200 profissionais de nível superior, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outras especialidades que atuam nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). A ação foi uma parceria entre o Departamento de Atenção Básica e Gestão do Cuidado e a Escola de Saúde da Secretaria de Saúde de São Bernardo.

A médica de apoio do Departamento de Atenção Básica e Gestão do Cuidado, Giselle Creres, detalhou que a capacitação envolveu a apresentação de material teórico sobre a doença e também discussão de casos reais entre os presentes. “A doença renal crônica é uma doença que passa bastante tempo assintomática. Isso quer dizer que a maioria dos casos são diagnosticados já em estágios bem avançados, onde mudanças de hábitos como alimentação mais saudável, controle da pressão e da glicemia, já não são efetivos para o controle da doença”, afirmou. “Nesses casos, é preciso recorrer ao tratamento com hemodiálise”, finalizou.

PROTOCOLO CLÍNICO – “O município vem trabalhando desde o ano passado na criação de um protocolo clínico sobre a doença, que vai orientar todo o atendimento, desde a atenção básica, onde o cuidado se concentra, até as especialidades que esse paciente possa vir a necessitar, abrangendo toda a navegação dele dentro da rede municipal de saúde”, relatou Giselle. “O objetivo é alertar o profissional de saúde para a necessidade dessa avaliação precoce nos pacientes com maior incidência da doença, que são idosos, pessoas obesas, com hipertensão ou diabetes, sejam esses fatores isolados ou em associação”, completou. 

PERDA DA CAPACIDADE – Coordenador e preceptor do Programa de Residência em Medicina da Família e Comunidade, o médico Arthur Rescigno explicou que a doença renal crônica é o enfraquecimento dos rins, seja por fatores como pressão alta, diabetes, obesidade, sedentarismo, ou por causas congênitas, ou seja, que a pessoa já nasceu com elas. “Tudo isso faz com que os rins envelheçam mais rápido e vá perdendo a sua capacidade de filtrar o sangue”, pontuou. 

O médico ressaltou que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a possibilidade do paciente ser tratado sem medicamentos, apenas com mudanças de hábitos na alimentação, como redução do sódio e aumento da hidratação, e adoção de exercícios físicos regulares, por exemplo. “Dessa forma, a gente consegue postergar esse envelhecimento dos órgãos, garantindo mais qualidade de vida, gerando menos gastos para o sistema de saúde e até prolongando a vida dos pacientes em alguns casos”, concluiu.

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