Texto: Matheus Godoy
Na manhã deste sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação é uma medida cautelar e não tem relação com a condenação por tentativa de golpe de Estado.
O magistrado justificou a decisão e explicou que foi motivada “por novos elementos que indicam risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública”. A prisão preventiva substitui a domiciliar, que estava em vigor desde o dia 04 de agosto. Cabe ressaltar que em setembro, o ex-presidente foi condenado pela primeira turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão.
De acordo com Moraes, a prisão foi determinada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília com aglomeração de apoiadores em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite dessa sexta-feira (21).
Em nota no portal do STF, a corte explica que “essa mobilização seria um possível meio para dificultar ações de fiscalização e permitir eventual fuga, reproduzindo estratégias anteriormente identificadas na investigação dos atos antidemocráticos.
A corte ainda explicou que o cumprimento de mandado de prisão pela Polícia Federal foi realizado sem algemas e sem exposição midiática. A audiência de custódia será realizada por videoconferência neste domingo (23).
Entre as medidas adotadas pelo STF estão:
• Atendimento médico permanente ao custodiado.
• Necessidade de autorização prévia do STF para quaisquer visitas, exceto advogados e equipe médica.
• Cancelamento das autorizações de visitas concedidas no âmbito da AP 2668.
A decisão será submetida a referendo da Primeira Turma do STF em sessão virtual extraordinária convocada para segunda-feira (24/11).


