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Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo: alunos de São Caetano mostram importância da inclusão

Sophia Poina Barreto, 13 anos, e Pedro Henrique Gama Lima, 14, são exemplos de como a inclusão na rede municipal de ensino de São Caetano gera progressos para além da sala de aula – e como essa evolução é um dos pilares do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado nesta quarta-feira (2/4).

Alunos da EMEF Arquiteto Oscar Niemeyer, no Bairro Oswaldo Cruz, eles têm autismo, mas o diagnóstico em nada impede ambos de vivenciarem todas as experiências no ambiente escolar.

Com grau de suporte 1, Sophia faz questão de aproveitar as diversas atividades que a escola oferece. “Eu gosto muito da escola, dos funcionários, das pessoas que me acolhem, do recreio. Também gosto muito de esportes”, diz ela, que pratica tênis de mesa, jiu-jitsu, natação e handebol.

Ela já tem em mente o que quer ser na vida adulta: médica especialista em cirurgia cardiológica. E, para alcançar esse sonho, Sophia afirmou contar com apoio da família e também dos funcionários da Oscar Niemeyer. “Eles me ajudam muito, professores são atenciosos, quando preciso de ajuda que eu não soube interpretar direito, eles estão sempre a postos.”

Pedro, por sua vez, ainda não decidiu ao certo qual carreira seguir, apesar de admitir gostar de tecnologia. Ele, entretanto, concorda que o acolhimento que encontra na EMEF Oscar Niemeyer é essencial para desenvolver todas suas potencialidades. “No ano passado tivemos aula de informática que dialogava com TI. Eu gostava.”

Sophia e Pedro são dois dos 826 alunos com autismo na rede municipal de São Caetano do Sul, que conta com o NAEI (Núcleo de Atenção à Educação Inclusiva), que atua e desenvolve políticas públicas para construir pontes entre alunos com deficiência e seus sonhos de futuro. Neste ano, o NAEI foi reorganizado pela Secretaria de Educação com o objetivo de humanizar as relações.

A rede municipal de São Caetano, para garantir esse processo de acolhimento, possui 310 profissionais de apoio (sendo 260 cuidadores e 50 estagiários), 74 professores especialistas em Educação Especial e equipes técnicas multidisciplinares nas escolas.

“Aqui trabalhamos muito que a conscientização é parte da educação. É importantíssimo que se acolha a diversidade, as diferenças de cada um, para que realmente a gente construa uma escola diversa, onde todos os alunos são respeitados nas suas peculiaridades”, apontou Célia Luiza Monteiro, professora especialista do Oscar Niemeyer, há 12 anos na rede municipal.

Mãe da Sophia, Gisleide Poina Barreto elogia demais a estrutura da EMEF Oscar Niemeyer no olhar com relação à sua filha. Ela conta que Sophia sempre teve dificuldades de socialização e que os profissionais da rede de São Caetano têm conseguido, com carinho e atenção, promover a inclusão no ambiente escolar.

“Aqui ela é adolescente, participante, integrada, presente, atleta, é uma pessoa. O Oscar é uma extensão da casa dela”, avalia Gisleide, ao assegurar que, na escola, Sophia encontra suporte para sempre pensar alto. “Minha filha não é excluída por ser autista. Não é tratada como uma coitada. Ela é encorajada a superar as dificuldades dela. Ela se sente acreditada aqui. Ela quer ser cirurgiã cardiologista. E, a partir do momento em que eu escuto que minha filha quer essa profissão, é porque ela é impulsionada a isso.”

Mãe do Pedro, Solange Rosa Gama afirma que a escola teve e tem um papel fundamental na evolução social do seu filho. Mas ela reconhece que a falta de informação da sociedade ainda é um entrave.

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