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Censo do IBGE mostra uma queda no crescimento da população nos últimos anos 

Foto: Agência Brasil

É o menor número desde que se iniciou a contabilizar o censo em 1872 

Gustavo Frutuoso 

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o Censo 2022, onde mostra que a população no Brasil atingiu 203.062.512 pessoas, o que representa um aumento de 12,3 milhões em comparação com o último censo, realizado em 2010. 

Com esses dados, a nova amostragem é a menor registrada no país desde o seu primeiro censo em 1872. Tendo uma diferença de 6,5% em comparação com 2010, em média, a população cresceu cerca de 0,52%. O menor número antes deste havia sido entre os anos 2000 e 2010, onde o censo marcou 1,17%. 

O Instituto ainda divulgou o levantamento realizado por regiões, onde aponta que a região Sudeste é a mais habitada com cerca de 84,8 milhões, representando 41,8% da população nacional. Em seguida, está o Nordeste com 26,9%, Sul (14,7%) e Norte (8,5%). 

A região com a menor população é a Centro-Oeste, onde existem 16,3 milhões de habitantes, cerca de 8,02% da população do país. 

Quando abrangemos para os estados, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro se apresentam como os três mais populosos, onde concentram 39,9%. Em seguida vem Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. Roraima, Amapá e Acre são os estados menos populosos do Brasil. 

Entretanto, Roraima foi o local que marcou o maior crescimento populacional, chegando a uma média anual de 2,92% no período. 

Domicílios 

O Censo do IBGE também divulgou que o país teve um aumento no número de domicílios, cerca de 90,7 milhões. Na pesquisa atual, as unidades domiciliares foram classificadas em diferentes categorias com base em sua natureza e na situação dos moradores na data de referência da operação. 

Essas categorias incluem domicílios particulares permanentes ocupados, domicílios de uso ocasional, domicílios vagos, domicílios particulares improvisados ocupados e domicílios coletivos com e sem moradores.

Os domicílios particulares permanentes vagos aumentaram em 87%, atingindo um total de 11,4 milhões. Já os domicílios de uso ocasional aumentaram 70%, chegando a 6,7 milhões. Desde 2010, os domicílios particulares permanentes ocupados aumentaram em 26%, enquanto os não ocupados cresceram 80%.

No total nas residências recenseadas em 2022, havia 90,6 milhões de domicílios particulares permanentes, 66 mil domicílios particulares improvisados e 105 mil domicílios coletivos. A média de moradores por domicílio no país é de 2,79 pessoas, representando uma queda em relação ao censo de 2010, quando a média era de 3,31 moradores por domicílio.

Em relação às regiões, o IBGE mostrou variações na proporção de domicílios particulares permanentes vagos. Na região Norte, esse percentual foi de 12,6%, no Nordeste foi de 15,0%, no Sudeste 11,9%, no Sul 10,5% e no Centro-Oeste 12,6%. 

A Região Nordeste se destaca como a região com o maior percentual, assim como ocorreu em 2010, principalmente em municípios do interior. Os estados com os maiores e menores percentuais de domicílios particulares vagos foram, respectivamente, Rondônia (16,7%) e Santa Catarina (8,8%).

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